Nas profundezas da pacata e enevoada cidade de Céu Negro, um prédio centenário guarda mais do que velhos tomos e poeira acumulada pelo tempo. O que parecia apenas um cheiro insuportável de mofo e uma inexplicável infestação de anfíbios na biblioteca da Escola Municipal Professor Euclides da Cunha revela-se a ponta de um iceberg macabro em uma véspera de feriado de Finados. Convocados para uma arbitrária jornada de trabalho pela fria e ambiciosa diretora Maria do Carmo, seis professores depararam-se com uma porta há muito esquecida — a entrada para o antigo laboratório de ciências da década de 1970. Ali, entre diários de insanidade e vestígios de experimentos biológicos proibidos cometidos pelo finado professor Gronck, esconde-se uma abominação que passou cinquenta anos crescendo, nutrindo-se na escuridão do esgoto municipal.
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