Quando a década de 1980 despontava, aquele grupo de jogadores já não pedia passagem; ele arrombava as portas do futebol brasileiro. A bola no pé de Zico, a elegância cerebral de Junior, a contenção impecável de Andrade e a raça visceral de seus defensores formavam uma engrenagem onde a técnica refinada e a pegada violenta de vontade caminhavam lado a lado. O torcedor que ocupava a geral do Maracanã não ia ao estádio apenas para torcer, ia para testemunhar um espetáculo de ritmo acelerado, onde o adversário era encurralado desde o apito inicial sob o canto ensurdecedor da maior torcida do mundo.
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