Eu me levantei, com intenção de procurar alguma coisa para fazer. Ele se levantou logo em seguida, com medo do que eu estava prestes a fazer. Cada gesto que eu dava, era uma ameaça a ele. – O que foi? – ele perguntou, tentando entender o que se passava comigo. – Estou muito entediada. Aqui é tão lindo, quero fazer alguma coisa nesse paraíso. Algo diferente e bem doido – eu hesitei, fazendo praticamente um pedido estúpido. – Alice, ficou maluca? – Nickolas me cortou de querer qualquer coisa e de principalmente conhecer a minha espécie estranha. – Eu não quero fazer coisas doidas para sempre, é só hoje. Esses são meus últimos instantes de humana, Nickolas – eu pedi, com aquele olhar que sinceramente pareceu que funcionaria, eu, aliás, estava exuberante. – Você tem toda razão – ele se deixou levar, pegando minhas mãos e me levando com ele com muita delicadeza – que eu mal podia sentir – para perto de um buraco profundo de água gelada.
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