Este é um livro incomum. É a narração de conversas imaginárias de um filho com o pai que ficou encantado depois que faleceu. Por um ano, Cláudio Carvalhaes escreveu nos cafés de Nova York como se estivesse conversando com seu pai, sobre o seu pai, sobre ele mesmo e sobre a ruptura abrupta dessa relação de amor pelo advento da morte. Estruturado em forma de uma liturgia, o que se vê em todo o livro é o lidar doloroso e penoso dos restos que a morte deixa, e a tentativa de coreografar e capturar a intensidade do vazio que a morte de um pai imensamente querido provoca. Usando vários estilos da linguagem, teologia, liturgia e teoria crítica, o livro traz uma gama de assuntos tão diversos quanto inesperados, uma conversa (des)contínua, fraturada pela ausência e pela esperança de um tempo de delicadeza, que no dizer de nosso poeta Chico Buarque, é “um tempo que refaz o que desfez”. E nas palavras do autor escritas na introdução do livro, Nesse imaginário encantado, o Prelúdio foi escrito po
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