_ Tenho de ir. – disse olhando para o lado e em seguida para o chão. Bebi o vinho que ainda restava na taça, (respirei e contive a respiração por três eternos segundos) sabia que aquele momento mais cedo ou mais tarde chegaria. Paguei a conta. Ambos estávamos bêbados. Caminhamos em silêncio pela famosa Rambla até próximo a marina. Imponente o monumento erguido em homenagem a Colombo, um dos maiores navegadores que o mundo já conheceu. Ela aproximou-se de mim e me abraçou fortemente. Senti como se estivesse perdendo algo valioso, como se fosse parte de mim, minha alma estava apegada a ela. Naquele instante senti os meus olhos lagrimejarem de saudades. _ Adeus Marcus. – disse, me beijando o rosto bem próximo a boca. _ Quero ver você uma última vez. –disse. Ela sorriu. _ Você veio atrás de uma história, lembra? (concordei balançando a cabeça) Acho que já a tens.
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