A chuva fustiga o asfalto, mas Marcos não sente o impacto. Ele retorna para casa, atravessa a porta e deita-se ao lado de Elena. Ele a ama, sussurra um segredo antes do silêncio. Ela dorme, até que o telefone corta a madrugada como um grito. Elena desperta e tateia o lado vazio da cama: o lençol está gélido, intocado. A voz metálica do outro lado da linha confirma o horror: o acidente foi fatal. O mundo de Elena desmorona enquanto flashes sangrentos revelam a verdade oculta atrás da negação. Eles não estão sozinhos, mas a casa não é mais um refúgio. O telefone insiste em tocar em um ambiente onde o tempo se fragmentou. Em "Vozes", Anderson Del Duque conduz o leitor a um labirinto psicológico onde a linha entre a vida e a morte é um fio de telefone suspenso no vazio. Prepare-se para descobrir que, no silêncio da sua casa, algumas chamadas nunca deveriam ser atendidas. O pesadelo apenas começou.
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