Para cada poesia tem um motivo, um momento frustrante. Teria que explica-las, daí o leitor perderia o estímulo para pensar, tentar entender – se bem que o texto é claro, sem grandes desconexões. Este segundo momento é diferente do primeiro, aqui existe mais sangue escorrendo e a poesia social toma conta de grande parte do texto. Um equívoco sem dúvida, já que nunca se revolucionou nada com poesia. De qualquer maneira eu me imagino ser poeta, quiçá derrubar barreiras. O amor participa sempre como vilão. Não dou oportunidade para que este sentimento se redima comigo: isto é pessoal. Bem sei que ele vencerá, afinal tem adeptos novos todos os dias, entra e saí de nossas vidas sem que tenhamos forças para contê-lo. Porém nestas parcas linhas ele se vê comigo e o esfolo.
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