Quando se adentra numa igreja e se assenta em seus bancos junto com a platéia, independente de serem bancos estofados, de madeira ou de plástico, o visitante está penetrando num universo distinto, onde os eventos que ali acontecerão trarão em sim uma conotação de divino, de sobrenatural, embora também interpretados como manifestações sócio-culturais. Esse evento, carregado dessa mística, algumas vezes não possui muito de divino, pois alguns pastores têm-se utilizado de suas posições estratégicas à frente de um grupo fiel (muitas vezes mais a ele do que ao deus professado) para influenciar sua comunidade, direcionando-a em assuntos de interesse próprio. Nesse sentido, muitos deles têm buscado os favores políticos utilizando a sua comunidade como moeda de troca e, politicamente, procurando direcioná-la a favor deste ou daquele candidato. Este livro analisa o quanto essa interferência pastoral no processo político tem alcançado seu objetivo.
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