O corpo é um santuário que guardamos com zelo, mas e se a alma fosse um território já ocupado? Em O MAU QUE NOS HABITA, Anderson Del Duque apresenta uma narrativa envolvente sobre a perda do controle e o despertar de uma força silenciosa. Não se trata de sombras externas, mas de uma presença que reside na linhagem, uma essência ancestral que aguarda o momento de maturação. Elias, o protagonista, descobre que sua rotina é apenas a superfície de um abismo hereditário. O horror se revela nos detalhes: um gesto involuntário, um olhar desconhecido no espelho e a percepção de que o livre-arbítrio é uma ilusão. A obra mergulha na transição entre o homem e a entidade, explorando o pavor de ser um espectador da própria vida. É um convite para olhar para dentro e questionar a origem de cada impulso. Onde a consciência falha, o hóspede assume. Uma jornada literária densa, onde o medo nasce da intimidade com o desconhecido. O corpo é o templo, mas o dono já não é mais você.
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