Noites e noites a meia luz do abajur, a luz febril exacerbada , recebendo cafuné das palavras poéticas. Ruas, estradas, rios, mar, eu estava presente, virava todas as madrugadas na mesma esquina de meu quarto, sem me movimentar. Eu estava lá, nas ruas, estradas, rios , mar, sentado na calçada da esquina de minha cama, que era a mesma que me levava aos nostálgicos pensamentos molhados de sorriso, ali eu ficava o resto da noite, enxugando lágrimas que caiam na minha poesia, de eternos solitários, chorosos, por falta de amor que morriam com seus buracos negros, amores avassaladores, para sua construção ou para autodestruição.
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