Há décadas atrás, por questões burocráticas, me via presente em reuniões e debates sobre depressão, em que eu simplesmente não me continha e caia em gargalhadas, pois pensava e fazia de tudo para influenciar outros a pensarem que as melhores curas para os distúrbios mentais era o diálogo em botequins, e que, psicólogos, psicanalistas e psiquiatras eram ouvintes embriagados. Dispensa médica de serviço por conta da depressão era vadiagem ou covardia, o sono profundo era ressaca e todo o resto era preguiça. Sempre me gabei das piadas relacionadas aos “pseudos” depressivos nos grandes eventos em que frequentava, tais piadas sempre divertiam principalmente o alto clero e a sociedade burguesa em todas as épocas, afinal, “quem tem dinheiro faz dinheiro’’, não é mesmo? E no fundo isso é que importa.
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